Primeiro dedicado a um patrimônio imaterial e baseado em experiências, o museu já recebeu mais de 5 milhões de visitantes e 25 prêmios nacionais e internacionais (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
Publicado em 25/03/2026
Agência FAPESP – Sediado no prédio histórico da Estação da Luz, no centro paulistano, o Museu da Língua Portuguesa celebrou 20 anos de funcionamento em cerimônia realizada no dia 21 de março.
Considerado um marco por ser o primeiro museu brasileiro dedicado a um patrimônio imaterial e baseado em experiências, já recebeu mais de 5 milhões de visitantes e 25 prêmios nacionais e internacionais, incluindo a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.
“Para os próximos 20 anos, queremos aprofundar a ideia de museu que tem as pessoas como seu maior patrimônio e, a partir delas, pensar pesquisas, exposições, educação e ação cultural. É uma ideia muito potente, que nos chama a imaginar o museu como espaço vivo de escuta, diálogo e construção coletiva, capaz de promover inclusão e ampliar o acesso à cultura como direito fundamental”, afirma Renata Motta, diretora-executiva do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, organização social responsável pela gestão do Museu da Língua Portuguesa.
Durante o evento comemorativo, foram homenageadas as principais entidades apoiadoras do museu, entre elas a FAPESP. Desde 2025, a Fundação financia o Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas do Brasil. A iniciativa, que visa documentar e difundir a diversidade linguística e cultural dos povos originários do Brasil, também conta com a parceria do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).

Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva; Rodrigo Diullas, gerente da Regional São Paulo-Sul de Comunicação da Petrobras; e Marcio de Castro, diretor científico da FAPESP (foto: Nilton Fukuda)
“Um aspecto importante do Museu da Língua Portuguesa é unir arte, cultura e ciência. Trata-se de um museu vivo, pois a língua está em constante mudança. Muitas palavras e significados foram sendo incorporados desde a chegada dos portugueses por aqui. E a ciência pode ajudar a entender esse processo de evolução da língua”, comenta Marcio de Castro, diretor científico da FAPESP, que esteve presente no evento.