O Monitor do Sistema Prisional pode ser acessado aqui (imagem: James Timothy Peters/Pixabay)
Publicado em 15/04/2026
Agência FAPESP * – O Núcleo de Estudos da Violência (NEV) lançou o Monitor do Sistema Prisional, uma ferramenta que reúne e organiza dados públicos sobre o sistema prisional e a dinâmica criminal no Estado de São Paulo.
O NEV é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, sediado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).
A plataforma permite o acesso integrado a diferentes bases oficiais, incluindo informações demográficas, socioeconômicas, de saúde, educação, criminalidade e dados penitenciários, oferecendo uma visão abrangente sobre o encarceramento no Estado e seus impactos sociais.
Com dados organizados referentes aos 645 municípios do Estado, macrorregiões administrativas e ao conjunto do território paulista, a ferramenta possibilita cruzamentos e análises comparativas que ajudam a identificar padrões, tendências e desigualdades no sistema de justiça criminal.
Entre os principais destaques da ferramenta estão: séries históricas sobre criminalidade e prisões desde 2001; dados socioeconômicos e de saúde pública relacionados ao contexto do encarceramento; informações detalhadas sobre os 183 estabelecimentos prisionais do Estado; indicadores sobre capacidade, superlotação e estrutura das unidades; dados sobre saúde, educação e trabalho das pessoas privadas de liberdade.
O Monitor também permite visualizar dados em mapas e gráficos interativos, facilitando o acesso tanto para pesquisadores quanto para jornalistas, gestores públicos e a sociedade civil.
Ao sistematizar informações dispersas em diferentes bases oficiais, o NEV busca ampliar a transparência e qualificar o debate público sobre segurança, justiça criminal e políticas penitenciárias. A iniciativa tem como objetivo contribuir para o monitoramento das condições de encarceramento e subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, com foco na garantia de direitos humanos.
A plataforma está disponível pelo site do NEV.
* Com informações de Bruno Rebouças, do NEV.