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Startup apoiada pela FAPESP recebe prêmio InovaClima Brasil


Startup apoiada pela FAPESP recebe prêmio InovaClima Brasil

João Robazzi, cofundador da startup: "Por meio do PIPE-FAPESP, conseguimos estruturar a pesquisa com rigor científico, testar nossas hipóteses e avançar gradualmente para experimentos de campo" (foto: PollinTech/divulgação)

Publicado em 21/01/2026

Agência FAPESP – A PollinTech, empresa voltada a melhorar a precisão da polinização do café por abelhas africanizadas (Apis mellifera), ganhou o prêmio InovaClima Brasil 2025 na categoria “Startup – Agricultura Sustentável”.

A empresa recebeu apoio da FAPESP pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). A startup foi fundada por João Robazzi, Marcela Barbosa e Maria Zucchi (leia mais em: pesquisaparainovacao.fapesp.br/2577).

“Recebemos a homenagem com muita satisfação e ficamos felizes pelo reconhecimento. O prêmio representa um reconhecimento não apenas da ideia em si, mas de todo o percurso científico e tecnológico necessário para transformar conhecimento acadêmico em uma solução aplicada”, comentam os fundadores da PollinTech para a Agência FAPESP.

O prêmio InovaClima Brasil 2025 foi uma competição nacional de inovação em duas vertentes temáticas que impactam diretamente o clima: agricultura sustentável e descarbonização/transição energética. Houve mais de 200 inscrições em todo o Brasil e, na primeira etapa, foram selecionados 30 projetos de startups e pesquisadores de todas as regiões brasileiras.

As propostas aprovadas foram desenvolvidas ao longo de seis meses com metodologia proprietária de desenvolvimento de pesquisa e startups de impacto climático positivo, construída a partir da expertise em deep techs do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec).

A PollinTech se destacou por desenvolver e testar em laboratório uma mistura de odores que se assemelha às flores naturais do café na percepção olfativa das abelhas, permitindo que elas aprendessem a associar esse odor ao alimento dentro da colônia. Hoje se sabe que um dos benefícios da polinização biótica, ou seja, aquela que depende de polinizadores vivos para mover o pólen de uma flor para outra, é o aumento de produtividade de 10% a 90%, assim como melhora na qualidade dos frutos produzidos.

Os criadores da startup destacam a importância do apoio da Fundação: “A PollinTech pôde florescer porque a FAPESP acreditou e viu que é completamente possível aplicar a nossa solução para promover uma agricultura com mais impacto produtivo fazendo uso da própria natureza. Por meio do PIPE, conseguimos estruturar a pesquisa com rigor científico, testar nossas hipóteses e avançar gradualmente para experimentos de campo e, assim, comprovar a viabilidade da nossa tecnologia”.

A empresa já finalizou os experimentos de pesquisa e desenvolvimento, atingindo, em um cenário realista de campo, um aumento médio de 47,5% de produção de frutos de café e diminuindo em até 100% as más formações dos grãos, utilizando abelhas Apis mellifera treinadas.

“Com a conquista do prêmio InovaClima, tivemos grande visibilidade, chamando atenção inclusive de potenciais investidores, que acreditam na nossa solução. Os próximos passos são captar clientes [produtores de café e apicultores] que busquem aumentar e melhorar a sua produtividade de forma sustentável. Além disso, pretendemos em breve iniciar experimentos de treinamento de abelhas nativas sem ferrão, com o mesmo propósito de polinização inteligente do café, e também desenvolver soluções para outras culturas de interesse, como melão, abacate, laranja e soja”, destacam.
 

Fonte: https://agencia.fapesp.br/57006